O uso de placas cimentícias na construção de paredes tem se tornado uma alternativa cada vez mais presente em diferentes tipos de obra. Esse sistema faz parte de uma linha de construção conhecida como sistemas leves ou industrializados, em que parte da estrutura da parede é montada a partir de perfis metálicos ou estrutura similar, e o fechamento é feito com placas cimentícias.
Em regiões como Macapá, Santana e Oiapoque, onde a construção residencial continua em expansão, esse tipo de solução começa a aparecer como uma opção interessante para determinadas situações de obra, principalmente quando se busca rapidez de execução e redução de peso estrutural.
Diferente da alvenaria tradicional ou dos blocos estruturais de concreto, nesse sistema a parede não é formada por unidades assentadas com argamassa. Em vez disso, a parede é composta por uma estrutura leve, normalmente feita com perfis metálicos galvanizados, sobre a qual são fixadas placas cimentícias que formam o fechamento da parede.
Essas placas são produzidas a partir de cimento reforçado com fibras e outros componentes que conferem resistência mecânica e durabilidade ao material. Cada placa possui espessura variável, normalmente entre 8 mm e 12 mm, dependendo da aplicação e do fabricante.
Um dos aspectos mais relevantes desse sistema é o peso reduzido da parede. Quando comparado com paredes de alvenaria tradicionais ou blocos de concreto, o conjunto formado por estrutura metálica e placas cimentícias costuma resultar em uma carga significativamente menor sobre a estrutura da edificação.
Na prática, isso pode representar menor peso transmitido para vigas, lajes e fundações, algo que pode influenciar diretamente no dimensionamento estrutural da obra, dependendo do projeto.
Antes da montagem das paredes, porém, assim como em qualquer outro sistema construtivo, é necessário que a base da obra esteja devidamente preparada. Fundação, estrutura principal e níveis da construção precisam estar definidos para que o sistema possa ser instalado corretamente.
A execução normalmente começa com a montagem da estrutura da parede. Perfis metálicos são posicionados e fixados de acordo com o projeto, formando o esqueleto da parede. Esse conjunto define o alinhamento, a altura e o posicionamento das divisões internas da construção.
Nesse momento, a obra ainda apresenta apenas a estrutura da parede. Visualmente, o espaço parece um conjunto de perfis formando quadros metálicos, indicando onde cada ambiente será delimitado.
Depois dessa etapa, entram as placas cimentícias, que são fixadas nessa estrutura utilizando parafusos específicos. Aos poucos, a parede começa a ganhar forma e o ambiente passa a ser fechado.
Uma característica interessante desse sistema é a rapidez com que o volume da construção aparece. Como as placas possuem dimensões maiores que blocos ou tijolos individuais, o fechamento da parede pode acontecer em menos etapas repetitivas.
Gradualmente os ambientes começam a surgir. As paredes externas definem o perímetro da construção, enquanto as divisões internas passam a organizar os espaços da casa.
Assim como em qualquer outro sistema construtivo, existem pontos que exigem atenção técnica durante a execução. O alinhamento da estrutura, o espaçamento correto entre os perfis, a fixação adequada das placas e o tratamento das juntas são etapas importantes para garantir o desempenho da parede.
Outro detalhe relevante está relacionado às instalações elétricas e hidráulicas. Em muitos casos, essas instalações são posicionadas dentro da estrutura da parede, antes do fechamento completo com as placas. Isso exige planejamento prévio para evitar cortes ou intervenções posteriores.
Depois que as placas estão instaladas, as juntas entre elas passam por tratamento específico com massa e fitas apropriadas. Em seguida, a superfície pode receber revestimentos, pintura ou outros acabamentos de acordo com o projeto arquitetônico.
Visualmente, a obra evolui de forma diferente quando comparada a métodos tradicionais. Em vez de a casa “subir fiada por fiada”, como acontece na alvenaria, o sistema de placas tende a mostrar a transformação do ambiente de forma mais rápida. Estrutura primeiro, fechamento depois.
Em pouco tempo os ambientes já estão definidos, mesmo antes da aplicação dos acabamentos finais.
Isso não significa que o processo dispensa organização ou planejamento. Assim como em qualquer obra, o resultado final depende diretamente da forma como o sistema é executado no canteiro.
A qualidade da montagem da estrutura, a fixação correta das placas e o tratamento adequado das juntas influenciam diretamente no desempenho da parede ao longo do tempo.
O uso de paredes com placa cimentícia representa uma das possibilidades dentro da evolução dos sistemas construtivos. Trata-se de uma solução que combina estrutura leve, componentes industrializados e lógica de montagem diferente da construção tradicional.
Em cidades como Macapá, Santana e Oiapoque, onde diferentes métodos construtivos convivem no mesmo mercado, compreender como esse sistema funciona ajuda a ampliar as possibilidades de solução dentro de um projeto.
Assim como acontece com qualquer método de construção, a escolha do sistema depende do contexto da obra, do projeto arquitetônico, das condições estruturais e da forma como a execução será conduzida no canteiro.
Entender o processo de montagem dessas paredes permite acompanhar melhor a evolução da obra e compreender como o espaço construído vai tomando forma a partir da combinação entre estrutura e fechamento.
Paredes com placa cimentícia: como funciona a execução desse sistema construtivo em Macapá, Santana e Oiapoque

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